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“No Brasil há duas fábricas de hidromel: uma em Pernambuco e outra em Alagoas”, conta professor Evandir Oliveira, do Curso de Engenharia Química da Ufal. “Na Europa este produto é muito conhecido e muito difundido. Pegamos uma matéria-prima de pouco valor comercial e agregamos a ela valor de produto, uma bebida altamente apreciada”. Segundo o professor, uma análise feita pelo ITAL, Instituto Tecnológico de Alimentos, o mel da cana-de-açúcar tem uma composição nutricional maior que a do mel floral.

“Há no hidromel muito mais riqueza em sais minerais, fósforo, magnésio e cálcio. Além disso, o hidromel possui teor de frutose duas vezes maior que de glicose, sendo a frutose um tipo de açúcar menos agressivo, que pode até ser utilizado por diabéticos leves”.

A apícola Fernão Velho comercializa o hidromel, o vinagre de mel e outros produtos, desde 2005, obtendo ótimos resultados. “Por ser um produto difícil de ser encontrado, o preço é alto, na faixa dos vinagres balsâmicos, de melhor qualidade que temos hoje. Para se ter uma idéia, o vinagre de mel é vendido por R$15,00, quando o preço do vinagre de álcool não passa de R$3,00”, explica.

O Departamento de Engenharia Química produz ainda vinho do pedúnculo de Caju e de Umbu, sempre com o propósito de agregar valor e disponibilizar ao mercado novos produtos, dando oportunidade aos pequenos agricultores de aumentar a renda com novas alternativas. O pedúnculo (fruto) do caju é subaproveitado, pesquisas comprovam que apenas dez por cento da produção é utilizada, embora a fruta seja altamente rica em vitamina C (262mg por 100gr de suco), com quatro vezes mais do que a laranja.

A Pesquisa – Em 1997, um grupo de pesquisadores do curso de Engenharia Química da Universidade Federal de Alagoas, liderados pelo professor Evandir Oliveira, detectou um problema presente em várias plantações de cana-de-açúcar em Alagoas. As abelhas da região, ao invés de produzirem mel das flores, passaram a retirar mel da cana-de-açúcar. O resultado, segundo o professor Evandir, era um mel parecido com o mel de engenho, sem grande valor comercial.
O professor Evandir explica que a partir desta constatação, o grupo teve a idéia de pesquisar uma maneira de agregar valor àquele mel. “Aproveitamos a consulta do Banco do Nordeste, que nos informou do problema dos apicultores da região, que não conseguiam vender o mel produzido pelas abelhas e iniciamos a pesquisa”, diz. A partir daí, financiados pelo BNB, professor e estudantes, em conjunto com uma empresa privada, instalaram um apiário na Universidade e passaram a produzir vinho e vinagre de mel da cana-de-açúcar. Por sua vez, a empresa passou a envazar os produtos e a promover experimentação e exposição do hidromel e do vinagre em feiras, hotéis e eventos diversos.

“Com o sucesso do produto, a empresa parceira resolveu fazer outro projeto, desta vez para instalar um fábrica de hidromel e vinagre de mel em Fernão Velho”, conta Evandir.

Cooperativa – A Ufal é parceira da Coopmel, Cooperativa dos Produtores de Mel do Estado de Alagoas, e faz, desde 1997 pesquisas com abelhas e controle da qualidade do mel produzido pela cooperativa. “Nós analisamos o mel e emitimos um certificado de qualidade”, explica o professor. Desse trabalho resultam vários outros produtos, inclusive iniciativas de pesquisas para Trabalhos de Conclusão de Curso em Engenharia Química e Química. “Por conta do envolvimento dos alunos nós aproveitamos e promovemos um curso de apicultura para os alunos de Engenharia Química”, completa.

A produção de hidromel e do vinagre de mel na universidade se dá por meio da fermentação industrial, com interface com o departamento de nutrição, a fim de fazer análises microbiológicas dos produtos. Segundo Evandir, primeiro desenvolveu-se o hidromel, vinho de mel. O processo se dá pela diluição do mel de forma adequada e adiciona-se levedura, agente da fermentação. A partir daí, é feito o controle do teor de álcool, tido como semelhante ao vinho de uva, em média de 12%. A partir do vinho, se faz o vinagre.

Hidromel não era uma bebida inventada pelo Tolkien? Quem diria…

O Giraffas, quarta maior rede de fast food do Brasil, prepara a inauguração de sua primeira loja no estado de Alagoas. A nova unidade será instalada na praça de alimentação do Shopping Center Iguatemi de Maceió e irá oferecer 18 postos de trabalho nas áreas operacional e gerencial.

Vem pro Giraffas, GIRA GIRA Giraffas. Acho que era a única cadeia de fast-food nacionalmente famosa que faltava vir pra Maceió, se bem que eu não confio muito em uma “lanchonete” que oferece fast-food com feijão no meio.

Camarão à grega, Lagosta ao creme de macaxeira e Lasanha marinha. Essas são algumas das iguarias encontradas na culinária alagoana. Mas que tal saborear essas delícias apreciando uma das mais belas paisagens do Estado, a Região das Lagoas? É nesse cenário paradisíaco que será realizado, entre os dias 1º e 18 de novembro, o III Festival Gastronômico Sabor das Lagoas, a maior festa gastronômica do Estado.

Nessa edição, 36 restaurantes de Maceió, Marechal Deodoro e Pilar participam do festival. Durante os 18 dias do evento os visitantes poderão saborear pratos à base de peixes, moluscos e crustáceos, elaborados para agradar os paladares mais exigentes.

Promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Alagoas (Sebrae/AL), Associação dos Empreendedores de Turismo do Litoral Sul de Alagoas (Assert Sul), Associação dos Culinaristas de Alagoas (ACAL), Cartão Visa e a Secretaria de Estado do Turismo (Setur), o Festival Gastronômico é uma estratégia para fortalecer a identidade gastronômica da região e atrair visitantes, movimentando o turismo e os negócios no Litoral Sul de Alagoas.

Os organizadores estimam que mais de 5 mil pessoas devam participar do festival. “Não só bares e restaurantes lucram com um festival gastronômico, mas toda a cadeia do turismo: hotéis e pousadas, passeios e roteiros, artesãos e pescadores se beneficiam com o maior fluxo de visitantes”, afirmou a gestora do Arranjo Produtivo Local Turismo na Região das Lagoas, Carolina Heemann.

Além de degustar as delícias da culinária regional, os visitantes poderão apreciar atrações culturais. Nos dias 12, 13 e 14 de outubro será realizado o Festival Lítero-musical no Centro Federal de Educação Tecnológica de Marechal Deodoro. Dia 16, é a vez do cantor de forró Geraldo Cardoso apresentar seu repertório no restaurante Vitória, em Massagueira de Baixo. Além disso, serão realizadas apresentações da Filarmônica de Santa Ângela, teatro de rua e banda de pífanos.

A agência Sete Mares Turismo Receptivo criou pacotes especiais para os dias do festival, com diárias promocionais em pousadas e hotéis da região, incluindo translado para os restaurantes participantes do evento. Outras informações pelo (82) 3216-1691.