Com o crescimento desordenado das cidades e o surgimento das grandes indústrias, as pessoas passaram a conviver com a poluição de lagos, rios e das próprias metrópoles. Nesse cenário, um outro tipo de poluição que não pode ser visto – e com o qual as pessoas de certa forma se acostumaram – pode ser considerado um dos maiores problemas da vida moderna: a poluição sonora.
A poluição sonora se dá pelo ruído, que é o som indesejado, sendo considerada uma das formas mais graves de agressão ao homem e ao meio ambiente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o limite tolerável ao ouvido humano é de 65 decibéis. Acima disso, nosso organismo sofre estresse, o qual aumenta o risco de doenças.
Com ruídos acima de 85 decibéis aumenta o risco de diminuição da capacidade auditiva. Dois fatores são determinantes para mensurar a amplitude da poluição sonora: o tempo de exposição e o nível do barulho a que se expõe a pessoa.
Pensando nisso, um grupo de pesquisadores do Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac) decidiu criar um ranking para apontar as áreas de Maceió em que apresentam os maiores índices de poluição sonora. Para realização do estudo foram escolhidos previamente locais públicos da capital alagoana de grande circulação de pessoas e veículos.
Na realização dos trabalhos foi utilizado um medidor de nível de pressão sonora (decibelímetro), Modelo IEC 651 TYPE II, que apresenta condições adequadas para efetuar as determinações pontuais nos locais programados, onde se procurou fazer as medições nos momentos de grande e média movimentação de pessoas, realizando assim diversas medições em cada ponto escolhido para identificar um valor mínimo e máximo. Tanto os valores mínimo e máximo encontrados se apresentaram acima dos limites considerados como prejudiciais à saúde.
Fazendo uma análise comparativa do volume de ruídos registrados nos locais escolhidos, com os valores determinados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), pode-se facilmente chegar à conclusão de que a saúde dos usuários desses espaços públicos está sendo prejudicada, uma vez que os índices encontrados estão bem acima do valor considerado ideal.
O estudo identificou como fontes geradoras de ruído o tráfego de veículos, principalmente os originados pelos ônibus – que foi o que mais colaborou para os elevados níveis de decibéis. Além disso, os ruídos gerados pelas caixas de som expostas nas frentes das lojas com objetivo de atrair clientes, caixas de som das bicicletas usadas para fazer propagandas e da própria voz humana também contribuíram para os elevados índices de poluição sonora detectados na capital alagoana.
Ranking dos locais mais barulhentos
Valores máximos, mínimos e ideais em decibéis
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Local avaliado
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Máx.
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Min.
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Ideal – ABNT
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| 1. Rua do Comércio – Centro de Maceió |
94
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73
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50 – 60
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| 2. Dentro de um ônibus urbano (Pontal/Iguatemi) |
87
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83
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50 – 60
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| 3. Ponto de ônibus da Praça do Centenário |
86
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74
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50 – 60
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| 4. Hospital de Pronto Socorro (Rampa principal) |
84
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70
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45 – 55
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| 5. Hospital de Pronto Socorro (Corredor/ Enfermaria) |
81
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72
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35 – 45
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| 6. Shopping Iguatemi (Corredor) |
77
|
73
|
45 – 55
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| 7. Shopping Iguatemi (Praça da alimentação) |
76
|
72
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50 – 60
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| 8. Restaurante Dragão – Pajuçara |
76
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70
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50 – 60
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