Em 2007, três espetáculos alagoanos, um de dança e dois de teatro, recebem recursos da Fundação Nacional de Artes (Funarte) para artes cênicas: Prêmio Myriam Muniz de Teatro e Prêmio Klauss Vianna de Dança. Eles foram escolhidos numa seleção nacional.
Os contemplados de teatro têm direito a R$ 20 mil e o de dança a R$ 30 mil, para montagem e circulação de seus trabalhos. O Romance de Clara Menina com Dom Carlos de Alencar, da Companhia Teatral Nega Fulô (teatro de rua) deve estrear em novembro de 2007.
Os outros dois, A Casa de Bernarda Alba, da Associação Artística de Pesquisa Circense – Teatrais Orquídeas de Fogo (teatro adulto) e Recursos Humanos, da Trajes Comédia e Cia. (dança), devem entrar em cartaz em janeiro de 2008. Os prêmio de artes cênicas da Funarte têm patrocínio da Petrobras.
Neste ano, a Funarte investe R$ 12 milhões em prêmios de artes cênicas, que contemplam 107 grupos artísticos dos 27 Estados brasileiros.
Escolhidos por edital público, os grupos receberam entre R$ 20.000 e R$ 150.000 para realizar espetáculos, pesquisa e projetos educacionais, nas áreas de teatro , dança e circo (Prêmio Carequinha). A verba vem da Lei Rouanet, através da Associação Cultural Funarte. Pela primeira vez, os projetos de teatro e dança foram selecionados por Estado.
O Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz distribui R$ 7 milhões entre 166 grupos, escolhidos entre 1.057 inscritos, para montagens de espetáculos e projetos de pesquisa em teatro adulto, infantil e para jovens, teatro de bonecos e de rua.
Já o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna contempla 61 projetos com R$ 3 milhões, para montagens de espetáculos e projetos de pesquisa, para o qual concorreram 317 propostas. O Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo distribui R$ 2 milhões a 80 grupos circenses, escolhidos entre 297 inscritos, com seleção por região.
A Funarte redistribuiu os recursos do Myriam Muniz e do Klauss Vianna pelos Estados da Federação, em 2007. Os critérios de análise dos projetos são: excelência artística, qualificação dos profissionais envolvidos e a expressão das diversidades cultural e regional do país. O presidente da Instituição, Celso Frateschi explica que agora são adotados parâmetros diferentes para estados com realidades distintas.
O objetivo é atender à demanda natural de cada Estado e descentralizar os programas, para desenvolver a criatividade local. Em maio deste ano, no lançamento dos editais, o ministro da Cultura, Gilberto Gil destacou a importância do patrocínio da Petrobras para os programas, bem como o modelo democrático dos editais de seleção.